Título Original: All The Birds Singing
Autor(a): Evie Wyld
Editora: DarkSide Books
Páginas: 256
Gênero: Suspense e Mistério & Ficção 
Nota: 






Heeeey !

Vocês estão aproveitam o friozinho que está fazendo em São Paulo? É impossível não aproveitar e por isso nada melhor do que ler um bom livro debaixo dos cobertores com um café. Li há alguns dias Onde Cantam os Pássaros e só tive tempo hoje de postar essa resenha. A DarkSide sempre trás livros que, além de uma boa história, são lindos de morrer e se tornam a paixão da minha estante. Nesse sucesso da Evie Wyld não é diferente, se capa faz você se apaixonar confira a resenha:

No premiado romance de Evie Wyld, a fazendeira Jake White leva uma vida simples numa ilha inglesa. Suas únicas companhias são rochedos, a chuva incessante, suas ovelhas e um cachorro, que atende pelo nome de Cão. Tendo escolhido a solidão por vontade própria, Jake precisa lidar com acontecimentos recentes que põem em dúvida o quanto ela realmente está sozinha – e o quanto estará segura. De tempos em tempos, uma de suas ovelhas aparece morta, o que pode ser muito bem obra das raposas que habitam a floresta próxima à sua fazenda. Ou de algo pior. Um menino perdido, um homem estranho, rumores sobre uma fera e fantasmas do seu próprio passado atormentam a vida de uma mulher que sonha com a redenção.
Aos poucos, vamos descobrindo mais sobre as suas habilidades em tosquiar e cuidar de ovelhas, aprendidas ainda quando jovem, em sua terra natal, na Austrália. E vamos aprendendo também o que aconteceu lá, que acabou por conduzir White à uma vida de reclusão e isolamento. E sobre as contradições e diferenças entre um passado (sempre narrado no tempo verbal presente) cheio de vida e calor, e o presente (narrado por sua vez no passado) repleto de lama, frio e um ritmo mais desacelerado, paira uma atmosfera absolutamente brutal.
Com uma prosa verdadeiramente excepcional, o estilo da autora reúne tanto clareza como substância e apresenta uma personagem inesquecível, enigmática, trágica, assombrada por um passado inescapável. Uma mulher forte, ainda que tão passível de falhas, erros e equívocos como todos nós. É uma história de solidão e sobrevivência, culpa, perda e o poder do perdão. Uma escrita visceral onde sentimos a presença de tudo, os odores, o vento, o tempo. Nada passa desapercebido.
Onde Cantam os Pássaros é o segundo romance de Evie Wyld – selecionada em 2013 pela revista Granta entre os melhores jovens escritores britânicos da década – e mantém uma pequena e simpática livraria independente no bairro de Peckham, em Londres. A Review Bookshop possui um pequeno jardim, é dog friendly, realiza o Peckham Literary Festival e, claro, vende os melhores livros de grandes e pequenas editoras.

Sua prosa refinada com altas doses de terror psicológico está muito bem representada na edição que a DarkSide® Books entrega a seus leitores em 2015. Ela queria se isolar de tudo e todos, mas agora está cercada pela crueldade do silêncio e a mais pura manifestação da natureza. O ciclo da vida é muito mais assustador quando o fim ecoa dentro de nós. Prepare-se para descobrir uma grande autora, e um livro à sua altura.

Outras capas:



Evie Wyld nasceu em Londres em 1980, ganhadora de prêmios literários como: Rhys John Llewllyn (2009), Encore (2013), Franklin Miles (2014) e o European Union Pize for Literature (2014)  que ela ganhou pelo livro resenhado aqui, Onde Cantam os Pássaros. Atualmente Evie vive em Brixton, Inglaterra onde é dona de uma livraria. Seu primeiro romance se chama, After The Fire, A Still Smal Voice de 2009 que a fez ser aclamada pelo The Dailly Telegraph como uma das 20 melhores escritoras britânicas, ou seja, ela não é qualquer escriora é A escritora.

Ao contrário do que se pensa por ser uma obra de ficção Onde Cantam os Pássaros é um livro pesado e totalmente escrito para adultos, os temas como sexo, prostituição, violência, abuso e drogas são tratados na forma real e não romantizada dos problemas, ou seja, é descrito exatamente da maneira como acontece sem nenhum toque de romance para amenizar a situação. A história é tratada sem fantasias ou romantizações, é um livro humano onde tudo que é narrado não poupa detalhes, com personagens tão humanas e reais é impossível não se sentir imersa no livro.

A personagem principal é a Jake White, ela é uma mulher misteriosa que vive isolada em uma fazenda cuidando de ovelhas. Ela não sai da fazenda e prefere viver assim, não frequenta nem mesmo o pub da cidade. Jake tem um passado pesado do qual ela não consegue se livrar, um passado que parece sempre estar recente na sua cabeça. Além de tudo ela não faz questão de estar no meio das pessoas, sua única companhia é o Cão, seu cachorro, e as ovelhas que a cercam.

"Posso jurar que vejo um pássaro, brilhando em chamas, voar do alto de uma árvore e continuar subindo como se fosse um foguete para Marte."

A história em si não é tão ruim assim, embora eu quisesse dar mesmo nota a diagramação, primor artístico e excelência na capa da DarkSide. A capa é bem mais chamativa que o romance, mesmo que o livro saia daquele terrível clichê. Acho que a história está mais para um drama psicológico do que para suspense, já que a Jake é quem narra a história e são seus pensamentos que está a frente durante toda a leitura.

A narrativa é em primeira pessoa e é bem simples, na verdade se a narrativa talvez fosse de outro jeito tornasse a leitura maçante e cansativa. Por causa da narrativa simples, direta, humana e rápida o livro se torna fácil de ler. Como disse no começo não é um livro em que temas pesados são romanceados e ler isso diretamente na visão da Jake deixa tudo ainda mais humano. 

O que me incomodou bastante é que o livro não se limita apenas em narrar o futuro, dá voltas ao passado para mostrar de forma misteriosa como a vida de Jake acabou ali. Ás vezes, quase sempre, eu não tinha a certeza se estava lendo o presente ou o passado. A falta de marcação na transição do tempo é bastante incomodo, demora-se até entender que as narrações tratam-se do passado da personagem. É confuso e cansativo.

Uma questão que chama muita atenção na personalidade da Jake é que ela é a única mulher fazendeira da região, ela sofre preconceitos por causa disso e foi a deixa perfeita para que Evie trata-se um pouco do feminismo na sociedade e o quanto ele é preciso, já que Jake é uma mulher independente e não precisa de ninguém para ter o que quer. Consegue cuidar perfeitamente de si mesma.

Além do passado de Jake temos outro fator curioso no livro, tem uma coisa matando suas ovelhas (talvez tenha sido por esse fato em especial que o livro se classificou como suspense) e não existe nada mais importante para Jake do que descobrir quem está fazendo isso. E confesso que por mais que eu tenha lido com atenção, não achei que esse fato (a descoberta em si) tenha ficado muito claro.

"Outra ovelha, mutilada e coberta de sangue, as vísceras ainda frescas e o vapor subindo dela como um pudim recém cozido. Corvos esvoaçam e crocitam, com os bicos reluzentes, e quando agito meu cajado eles voam para as árvores, observando, abrindo suas asas. Cantando, se é que pode dizer isso."

O final não me agradou, não gosto de finais de livros únicos que deixam algo em aberto porque tive a impressão de que o livro estava inacabado. A personagem criada por Evie Wyld é incrível no nível de personagens reais, Jake é tão real que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar e é esse o fato que torna a história tão interessante. Mas, voltou a dizer que a capa do livro vende muito mais dele do que ele realmente é. A Edição feita pela DarkSide é de cair de joelhos, uma típica edição de colecionador, com as capas em preto, ilustrações e uma combinação incrível das cores da capa.

O livro me comprou pela capa mas a história tem muito a agradar. É uma leitura rápida, mas não tão fácil que compensa para quem gosta de personagens difíceis e com personalidades ímpares. Dificilmente irei ler sobre outra Jake White, porque Evie Wyld criou uma personagem única.









Heey !

A faculdade está me deixando com pouco tempo de postar aqui, mas consegui fazer uma agenda e me organizar quanto as postagens. Aqui em São Paulo o frio parece que veio para ficar e não tem nada mais gostoso do que tirar algumas horas de folga e ir assistir debaixo dos cobertores algum romancezinho na Netflix. Então separei alguns romances apaixonantes (e outros nem tanto) que todos devem perder um pouco do seu tempo para assistir. Se você é solteiro (como eu) pode ficar um pouco na bad com os filmes haha. Maaas confiram a lista dos filmes amorzinhos da Netflix.




10 Coisas Que eu Odeio em Você 
(10 Things I Hate About You)


A situação está tensa na casa dos Stratford. Bianca (Larisa Oleynik) não vê a hora de arranjar um namorado, mas seu pai (Larry Miller) não permite que ela saia com garotos. Após muita insistência, o pai toma uma resolução: Bianca pode namorar, desde que sua irmã, Katharina (Julia Stiles), namore também. Só que Katharina é uma verdadeira megera, que não tem amigos na escola nem em lugar algum. Para resolver a questão, Cameron (Joseph Gordon-Levitt), apaixonado por Bianca, resolve contratar o misterioso Patrick Verona (Heath Ledger) para seduzir a futura cunhada.

Esse filme é amor demais *u*, eu nunca tinha visto mas quando assisti pensei que eu sou tão parecida com a megera da Katherina que achei o verdadeiro motivo de ainda estar alone (além do fato de que eu gosto mais de livros, claro). É o tipo de romance que não é tão clichê, nem tão comum, mas é comum e você se apaixona por cada personagem, cada hora assistindo o filme.





A Incrível História de Adeline 
(The Age of Adeline)



Adaline Bowman (Blake Lively) nasceu na virada do século XX. Ela tinha uma vida normal até sofrer um grave acidente de carro. Desde então, ela, milagrosamente, não consegue mais envelhecer, se tornando um ser imortal com a aparência de 29 anos. Ela vive uma existência solitária, nunca se permitindo criar laços com ninguém, para não ter seu segredo revelado. Mas ela conhece o jovem filantropo, Ellis Jones (Michiel Huisman), um homem por quem pode valer a pena arriscar sua imortalidade.

Sabe aquele filme que te faz pensar no verdadeiro sentido da vida? Ou melhor sobre o que você está fazendo com a sua vida? Bem, é esse. Não é um filme só sobre amor homem/mulher, é sobre amor no geral. Eu fiquei encantada com esse filme, tão encantada que eu poderia fazer um post só falando sobre o que aprendi com ele. Sem contar que a Blake é linda demais <3





Simplesmente Acontece
(Love, Rosie)





Os jovens britânicos Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin) são amigos inseparáveis desde a infância, experimentando juntos as dificuldades amorosas, familiares e escolares. Embora exista uma atração entre eles, os dois mantêm a amizade acima de tudo. Um dia, Alex decide aceitar um convite para estudar medicina em Harvard, nos Estados Unidos. A distância entre eles faz com que nasçam os primeiros segredos, enquanto cada um encontra outros namorados e namoradas. Mas o destino continua atraindo Rosie e Alex um ao outro.

Ah esse filme é tudo menos simples, nada acontece simplesmente nele. Mas também é o tipo de romance que nos faz entender como é importante dizer o que sente na hora que sente e que se é para ser tempo nenhum impede. Eu queria ler o livro, porque o filme mesmo eu já vi duas vezes <3




Questão de Tempo
(About Time)



Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

ESSE FILME *U*  assisti como quem não queria nada e no final estava apaixonada pela história. Filmes que falam sobre o tempo que a gente tem sempre são bons, o que você faria se viajasse no tempo? Essa é a questão do filme. Eu fiquei apaixonada, já sou apaixonada pela Rachel, mas a história é tão boa que mesmo o filme sendo longo compensa.





O Melhor Amigo da Noiva
(Made of Honor)



Tom (Patrick Dempsey) é um homem bem sucedido que sempre que pode se encontra com Hannah (Michelle Monaghan), sua melhor amiga. Quando Hannah viaja a negócios para a Escócia, onde passa 6 semanas, Tom descobre-se apaixonado por ela. Decidido a pedi-la em casamento assim que retorne de viagem, Tom é surpreendido ao saber que ela voltou noiva de um belo e rico escocês. Chamado para ser a "madrinha" do casamento, Tom reluta mas aceita o convite. Seu objetivo agora é impedir que o casamento de Hannah aconteça e tentar conquistá-la de uma vez por todas.

Ah esse filme! Eu sou apaixonada por esse tipo de romance clichê <3 




O Melhor de Mim
(The Best Of Me)


Adolescentes, Amanda (Liana Liberato) e Dawson (Luke Bracey) se apaixonam. O pai da garota não aprova o relacionamento e, com o passar do tempo, os jovens acabam se afastando e tomando rumos diferentes. Duas décadas mais tarde um funeral faz com que os dois (Michelle Monaghan e James Marsden) voltem à cidade natal e se reencontrem. É o momento de ver se os sentimentos persistem e avaliar as decisões que tomaram na vida.

Sou apaixonada pelo Sparks? Sou apaixonada pelo Sparks. Esse filme arrancou meu coração e pisou depois, eu fiquei chocada com o final mas mesmo assim adorei. Como todos os filmes dele o amor fala mais alto só que de um jeito diferente.



Quais desses vocês já assistiram? Quais vão assistir? Espero que tenham gostado <3









Título Original: Hunter - O Caçador de Monstros
Autor(a): Kate Willians
Editora: Coerência 
Páginas: 174
Gênero: Aventura
Nota:



Heeey !

 A autora nacional Kate Willians é parceira do Descafeinadas desde o lançamento do seu primeiro livro: Distopia (pode conferir a resenha clicando aqui) embora meu livro preferido dela seja A Fada Madrinha (resenha aqui) tenho muito a dizer sobre Hunter, então como sou fã de nacional e sempre elogio as autoras, espero que gostem de mais essa resenha. Confiram:

Não existem heróis, tampouco vilões. O ser humano é uma criatura mestiça, dividida entre os dois termos. Por trás de atos raivosos e atrocidades tenebrosas, há sempre uma verdade triste. Ninguém consegue mascarar a maldade que há dentro de si, por muito tempo. Por mais que você seja uma pessoa pura e de coração bom, poderá ser corrompido pelo rancor, amargura e inveja, caso não saiba guardar os próprios pensamentos. Hunter, O caçador de monstros, conta a história de Nicholas Blanco – um adolescente comum, com objetivos comuns e aparência mais comum ainda – que se depara com uma verdade surpreendente sobre seu passado e a confirmação de que pode ser e fazer muito mais do que o que sempre imaginou para o seu futuro. Conta também a história de Ramon Blake, um jovem caçador no passado, que teve o amor de sua vida brutalmente arrancado de si e se deixou dominar pela dor e pelo ódio. Essa é uma história sobre caçadores que descobrem ser tão ou mais horríveis que as próprias criaturas que caçam. Afinal, o que acontece quando você deixa que os sentimentos ruins tomem conta de você?

Não costumo ler muitos livros de aventura, mas o que me chamou atenção quando a Kate disse que lançaria esse livro é que ela é uma autora completamente versátil. Ela escreve sobre vários gêneros diferentes, mantem sua identidade literária mas fica claro que o gênero sobre o qual ela estava escrevendo mudou. Em Hunter vemos uma Kate bem mais madura e com um palavreado diferente dos outros dois livros. A história não é uma ideia única já que me lembrou muito Van Helsing, mas tem aquele ar brasileiro que é o que ganha o leitor.

Tive dificuldade em ler no começo, achei confuso e não conseguia me introrsar com as personagens. A história parecia não levar a lugar nenhum e logo de início tive a impressão de estar lendo só mais um livro que um adolescente é desprezado e no final descobre que o destino dos seus amigos/mundo estava em suas mãos. Mas, conforme a história foi se desenrolando comecei a entrar de cabeça no enredo e tudo começou a fazer sentido embora o contexto escrito já tenha sido retratado em outras histórias.

A história conta com várias narrações, algumas são na terceira pessoa e outras na primeira. Primeiro conhecemos o Ramon, um caçador de monstros especial do Clã Blake, de início pensei que ele fosse o foco mas me enganei. Depois de termos uma passagem sob sua vida conhecemos o Nicholas Blanco e ele sim é a personagem principal da história toda. Gostei dos vários pontos de vista sem deixar de ter aquela intimidade que a primeira pessoa nos permite. Uma coisa que me incomodou foi o fato de as narrações do Nick serem bem maduras e as suas falas infantis demais.

As personagens são fáceis de se envolver e não são rasas (como infelizmente acontece em muitos livros, aquelas personagens que não surge nem vontade de ler as falas porque só sai idiotice da boca delas ou que você se que entende o que elas estão fazendo nas próprias histórias). Eu tive uma paixãozinha pelo Jason e fiquei triste quando descobri que o principal era o Nick porque eu demorei um pouco a gostar dele. A Sara é uma Blake e não gostei dela, achei que ela faz parte do clube do mimimi.

Nick é um Blanco, ele não sabe mas também faz parte de um Clã de caçadores e tem a clarividência no seu sangue. A história realmente começa quando Ramon, pai do Jason e da Sara, desaparece no mapa, então Jason tem a brilhante ideia de ir para o México onde encontra supostos "parentes" da família. Ele leva então o Nick com ele, depois de alguns perrengues eles descobrem que tanto um quanto o outro fazem parte de um dos três clãs maiores de caçadores (Os Santos, Os Blanco e Os Blake). 

O que eles acabam descobrindo é que Ramon está planejando um sacrifício para ter o dom dos três clãs. Ramon precisa de um membro de cada clã e matá-los de forma brutal para conseguir isso. Ele meio que enlouquece ao longo do livro, se tornando uma das personagens mais completas e intrigantes que eu li em todos os livros da Kate, foi um das que mais gostei. A história toda acontece por causa dele, não vou dizer muito para não ser spoiler e estragar a história para vocês lerem. Como a Kate me disse que essa é uma das primeiras resenhas não quero estragar isso.

A história engrena depois que eles chegam em Santa Fé em um complexo de caçadores onde eles treinam e aprendem a serem bons caçadores. É uma das partes mais legais do livro, inclusive quando eles conhecem os gêmeos mais engraçados que li em algum livro, você se sente dentro do complexo porque como sempre a Kate tem descrições bem feitas mas sem ser cansativas. Ela nos transporta para dentro da sua história com as incríveis descrições e quando a história engrena de verdade você acha que é um caçador também.

O livro faz parte de uma trilogia e será lançado um por ano, então espero ansiosa pelo segundo já que o final foi tipo MEU DEUS DO CÉU O QUE ACONTECE AGORA? PORQUE ACABOU ASSIM? CAMILLA ESTÁ DES-MAI-ADA ! Afinal, é uma história cheia de reviravoltas onde nãos e pode confiar muito em ninguém. Todos são culpados até que provem sua inocência, eu fiquei chocada quando os traidores começaram a aparecer espero que vocês também fiquem!

Mais um nacional que merece ser conhecido, mais uma autora que merece que o mundo a conheça. A história é boa e vale apena a leitura, já que não tem tantas páginas e ela é bem direta, ou seja, não fica com enrolações sem necessidade. LEIAM e se apaixonem por mais esse livro e se apaixonem pela Kate também <3






Título Original: A Thousand Pieces Of YouAutor(a): Claudia GrayEditora: Agir NowPáginas: 288Gênero: Suspense e Mistério, Ficção científica & RomanceNota:  





Heeey !

Tinha o ebook desse livro em inglês há um ano atrás, ele era novidade na gringa e eu tinha me apaixonado pela sinopse mas nunca cheguei a ler. Quando descobri que a Agir Now lançaria o livro logo sabia que seria a oportunidade de eu ler. Então logo eu estava começando essa leitura e em alguns capítulos estava completamente apaixonada por ela. Confiram:

Marguerite Caine cresceu cercada por teorias científicas revolucionárias graças aos pais, dois físicos brilhantes. Mas nada chega aos pés da mais recente invenção de sua mãe — um aparelho chamado Firebird, que permite que as pessoas alcancem dimensões paralelas.

Quando o pai de Marguerite é assassinado, todas as evidências apontam para a mesma pessoa: Paul, o brilhante e enigmático pupilo dos professores. Antes de ser preso, ele escapa para outra realidade, fechando o ciclo do que parece ser o crime perfeito. Paul, no entanto, não considerou um fator fundamental: Marguerite. A filha do renomado cientista Henry Caine não sabe se é capaz de matar, mas, para vingar a morte de seu pai, está disposta a descobrir.
Com a ajuda de outro estudante de física, a garota persegue o suspeito por várias dimensões. Em cada novo mundo, Marguerite encontra outra versão de Paul e, a cada novo encontro, suas certezas sobre a culpa dele diminuem. Será que as mesmas dúvidas entre eles estão destinadas a surgirem, de novo e de novo, em todas as vidas dos dois?
Em meio a tantas existências drasticamente diferentes — uma grã-duquesa na Rússia czarista, uma órfã baladeira numa Londres futurista, uma refugiada em uma estação no meio do oceano —, Marguerite se questiona: entre todas as infinitas possibilidades do universo, o amor pode ser aquilo que perdura?

Outras capas:



Se eu tivesse que descrever esse livro em poucas palavras diria que é um livro curto (com apenas 288 páginas), riquíssimo em descrições, com personagens intensas e profundas. E claro um enredo totalmente original. O que mais chama atenção no livro? As descrições são I-N-C-R-Í-V-E-I-S, as dimensões criadas pela Claudia Gray levam o livro a outro nível e isso é  o que o torna completamente simples e grandioso ao mesmo tempo.

Os pais da Marguerite Caine são dois grandes e incríveis cientistas, eles criaram um dispositivo chamado firebird que permite a viagem entre as dimensões. Os pais dela criariam uma teoria que prova a existência de outras dimensões, nessas dimensões é como a dimensão em que todos vivem exceto pelas mudanças sejam elas no tempo ou espaço. Por exemplo, existem várias Marguerites em várias dimensões diferentes, em algumas ela é uma grã-duquesa e na outra uma aspirante a estilista.

Demora um pouco para entender a pegada entre as dimensões mas essa é a melhor parte do livro. É uma viagem pela ficção científica por algo que por um momento nós quase conseguimos acreditar que realmente exista, o lance das dimensões quase parece algo que podemos descobrir de um dia para o outro. Mas, como todo bom livro com ficção científica o homem quer usar para seu próprio benefício e isso acaba bem mal.

As personagens são profundas, ou seja, não são aquelas personagens que parecem tão falsas que o livro não penetra dentro da sua cabeça. Marguerite é um pouco impulsiva mas é determinada sendo assim eu gostei dela. Theo é um amor assim como o misterioso e charmoso Paul (só para deixar claro que estou sofrendo com esses shippes), gosto muito do Paul, mas também sinto um amorzinho pelo Theo. Os pais e a irmã da Marguerite são ótimos também, compõe a história de maneira perfeita.


" Você não é a minha Marguerite. E, ao mesmo tempo… é. O essencial que vocês duas compartilham, a alma, é isso que eu amo. […] Eu amaria você em qualquer corpo, em qualquer mundo, com qualquer passado. Nunca duvide disse"


Theo é o melhor amigo engraçado, que sempre tem uma piada e que sabe o que dizer no momento certo, por isso ele nos conquista logo de primeira. O Paul é... aquela doce interrogação, não sabemos se ele é o vilão ou o mocinho (eu ainda tenho minhas dúvidas) mas ele usa as palavras tão bem que é fácil se encantar com ele.

A narração fica na primeira pessoa sendo totalmente contada pela Marguerite, vemos ela ir atrás do suposto assassino do seu pai para matá-lo através das dimensões. Conhecemos então uma Londres futurística onde ela é uma garota promiscua e que adora moda e depois ela vai para a Russia onde é a grã-duquesa da dinastia Romanov. Com isso vamos entendo o que são as dimensões e como funcionam, além de claro temos o prazer de entrar em várias "Marguerites".

Claudia Gray escreve um livro leve e mesmo com os termos físicos/científicos que tem no livro a leitura fluí de maneira despreocupada. Ela podia ter complicado a historia das dimensões mas não, tornou isso algo compreensível e muito interessante de ler. 

O livro é realmente incrível, apesar de curta a história não é enxuta, temos ótimas narrações, descrições, cenários ímpares e personagens incríveis. É uma boa leitura para quem procura um livro breve mas RECHEADO de conteúdo. Não vejo a hora de ler a continuação, se você procura algo bom, barato e não muito extenso recomendo que leia agora Mil Pedaços de Você.

LEIAM, O LIVRO É INCRÍVEL <3

Próximo Livro:




Heeey !

Vocês devem conhecer minha autora de fantasia nacional favorita a Denise Flaibam, ela é parceira aqui do Descafeinadas. Já lançou os livros Os Mistérios de Warthia: A Profecia de Mídria, Os Mistérios de Warthia: A Fortaleza Dragão e Rubi de Sangue. Eu tive a oportunidade de ler todos exceto Rubi de Sangue e só posso dizer que amo ela como escritora.  

Agora ela está com mais uma obra chamada "As Coisas Que Perdemos" confiram capa+sinopse.


O mundo acabou como uma tempestade. Primeiro houve o caos, e então o silêncio. A Morte se espalhou pelas ruas. Morte, porque ela tomou a humanidade para si. O silêncio do fim foi substituído por uma orquestra de sons grotescos, pelo arrastar lento e caótico de corpos moribundos; pelos sons do medo. O que antes regia a sociedade não existe mais. Tudo foi deixado para trás. Viva ou morra. Lute ou morra. Mate ou morra. Dylan ouviu falar sobre um lugar seguro. Lá, ela e Max podem ter uma nova chance. O garotinho de quem ainda está cuidando, mesmo quando tudo acabou, é o seu gatilho para seguir em frente. Se não existe esperança, para que lutar?As fronteiras artificias que marcam o fim do mundo trilham perigos e incertezas para aqueles que escolheram viver, e uma assustadora pergunta passará a comandar todos os movimentos dos que ainda resistem: até onde você irá para sobreviver?

O que vocês acharam? Só sei que eu quero ler.